quarta-feira, 22 de junho de 2011

Minha surpresa o meu afilhado vir refilar por nunca mais ter pegado nisto!
Especial para ele



sexta-feira, 3 de junho de 2011

sábado, 23 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Olá, eu sou o Afonso, tenho 5 anos, vivo na Ericeira e hoje é dia de ir ao mercado com a mamã.
Quando chegamos ao mercado fomos comprar fruta, maçãs, laranjas e bananas, a mamã faz uma salada de frutas maravilhosa. Enquanto ela estava a comprar a fruta eu comecei a olhar para o mercado, tinha tanta coisa e cada semana parecia diferente!
Se olhasse para a esquerda via a Dona Felismina que gritava a plenos pulmões “Olha o carapau fresquinho minhas senhoras”, e mesmo por baixo das prateleiras cheias de peixe víamos os gatos todos da vila. Era engraçado ver a Dona Felismina a gritar e os gatos a miar, era uma espécie de concurso para ver quem fazia mais barulho. Aqui entre nós, a Dona Felismina ganhava com muitos pontos de avanço aos gatos mas eles também se esmeravam. Mesmo ao lado da Dona Felismina estava a senhora Alberta com um facalhão a cortar a carne. A fazer companhia à senhora Alberta estavam os cães, mas estes tinham mais sorte que os gatos da Dona Felismina. A senhora Alberta atirava aos cães todos os ossos que tinha. Ela sempre dizia “Faço negócio com a carne e não com os ossos e estes pobres coitados também são gente e precisam de comer”. A senhora Alberta preocupava-se muito com os animais da vila, estava sempre a arreliar-se com a Dona Felismina por esta não ter compaixão pela trupe de gatos que tanto cobiçavam os belos carapaus. A Dona Sónia era a florista, era a que tinha a banca mais colorida, com amores-perfeitos, malmequeres, rosas, cravos e flores que ainda hoje não sei o nome. Havia também o senhor Joaquim, esse parecia um peru de tão contente com os legumes que todas as semanas exibia. A ida ao mercado para mim era emocionante, descobria sempre coisas novas. O senhor Joaquim um dia levou uma couve que era maior que a minha cabeça, a Dona Felismina por vezes levava peixes que tinham uma espada no nariz. E havia dias que a Dona Sónia tinha flores com borboletas e joaninhas a passear pelas pétalas.
Normalmente a mamã comprava-me sempre qualquer coisa se eu me portasse bem, normalmente era uma daquelas bolas que têm um prémio lá dentro, essa máquina havia no café que ficava mesmo em frente, o café do Crocodilo. O café chamava-se assim porque o dono dele, o senhor Gaspar dizia que um dia numa das suas viagens tinha sito atacado por um crocodilo. Era um velhote simpático o senhor Gaspar, um bocado doido, mas sempre que ia ao café dava-me um chupa-chupa.
Ora nesse dia de mercado a mamã e eu quando saímos do mercado vimos um grupo de rapazes e raparigas, todos vestidos de igual. Estavam com grandes mochilas às costas e todos olhavam para um papel com ar de quem não estavam a perceber lá muito o que ele continha. Parei logo, queria ver com mais atenção as roupas estranhas deles, usavam meias até aos joelhos, como os jogadores de futebol mas eles tinham umas coisinhas coloridas nas meias, umas eram verdes e outras eram azuis. Usavam todos calções e t-shirts. Estas eram da cor das coisinhas coloridas das meias tal como um lenço que eles tinham ao pescoço. Perguntei à mamã quem eram aqueles meninos e meninas e ela disse que eram escuteiros.
Nunca tinha ouvido aquela palavra, nem nunca tinha visto um escuteiro. Não fazia ideia do que era um escuteiro e por isso perguntei à mamã o que eram os escuteiros. A mamã respondeu que eram um grupo de jovens espalhado por todo o mundo, jovens que acampavam, brincavam à volta da fogueira, faziam jogos na floresta e nas cidades. Voltei a olhar para aqueles meninos e meninas com as mochilas às costas, parecia já se terem entendido com o papel pois já não estavam a olhar para ele e já estavam a ir na direcção do centro da vila. Enquanto os via partir disse à mamã “Quero ser um escuteiro”, a mamã riu-se e disse que ainda era pequeno para isso mas que quando fosse grande seria. 
Sempre que ia passear com a família ia sempre muito atento, queria voltar a ver um escuteiro e às vezes lá encontrava uns quantos com as mochilas às costas. Estavam sempre a cantar e a sorrir. Devia ser tão bom pertencer a um grupo daqueles.
O tempo foi passando e entrei no segundo ano, já sabia ler e escrever embora, às vezes, desse uns erros a escrever as palavras complicadas. No dia dos meus anos os pais disseram que tinham uma prenda muito especial para mim. Deram-me um grande embrulho, rasguei o papel e com curiosidade espreitei lá para dentro. Uma t-shirt amarela, uns calções de escuteiro e as meias. Os pais sorriram e disseram que já era grande e que já podia ser escuteiro, tinham falado com o chefe dos escuteiros para eu entrar. Fui logo vestir a minha roupa de escuteiro. Estava tão feliz, fui buscar a minha mala da escola e comecei a cantar, sentia-me mesmo um escuteiro. Era segunda-feira e tinha a minha primeira reunião no sábado. Bolas, mal podia esperar, para conhecer mais escuteiros e ir acampar.
O sábado finalmente chegou e os pais levaram-me à sede dos escuteiros. Era enorme! Lá dentro haviam muitas casinhas pequenas. Vi lenços e t-shirts amarelas, verdes, azuis e vermelhas. Os pais levaram-me para o lado dos lenços amarelos, fiquei a saber que os amarelos eram os lobitos, os verdes os exploradores, os azuis os pioneiros e os vermelhos os caminheiros. Os pais deixaram-me com os outros lobitos e nesse dia aprendi muitas coisas sobre os lobitos. Os lobitos vivem o escutismo através do livro da selva. Nós somos os lobos, a família do Mogli, todos juntos formamos a alcateia e o nosso chefe é a Aquelá. Dentro da alcateia somos divididos por bandos. Eu fiquei no bando branco. Fui no bando branco que conheci o João. O João já era lobito, tinha um lenço. Eu só ganharia o meu lenço amarelo quando fizesse a promessa. Naquele dia fomos para o jardim e a Aquelá disse-nos para fazermos uma roda, fizemos um jogo de apresentação para nos ficarmos a conhecer. Tínhamos um novelo de lã igual ao que a avó usa para fazer as camisolas do Natal. Quem tinha o novelo de lã tinha que dizer o nome e a idade e depois atirar para outro. No final, os chefes foram para o meio da roda e ensinaram-nos vários jogos.
As semanas foram passando e eu em cada reunião aprendia mais um pouco do que era ser lobito e da história do Mogli, o menino lobo. Foi então que chegou o grande dia, estava tão nervoso que sentia as borboletas de todo o mundo a fazerem-me cócegas na barriga com as suas asas coloridas. Era dia 2 de Março, estávamos na Tapada de Mafra a acampar, era o meu primeiro acampamento. Com tendas e mesas em madeira feitas pelos caminheiros e pelos pioneiros. Haviam mesas que quando um chefe mais gordo se sentava caiam, os nós desfaziam-se e o pobre chefe caía, era ele a prova de que a construção estava bem ou mal feita, se resistisse ao seu peso estava aprovada se ele batesse com o rabo no chão teriam que começar tudo de novo, pois um escuteiro nunca desiste. A actividade era o Acagrup, a actividade com todo o agrupamento. Estávamos separados pelas secções, tínhamos os lobitos perto da entrada e do mesmo lado os exploradores, em frente tínhamos os pioneiros e os caminheiros. No nosso campo tínhamos as mesas e a cozinha de um lado que os nossos chefes habilmente construíram e tínhamos as tendas todas alinhadas do outro, no meio tínhamos uma roda feita com troncos para nos sentarmos e jogar. Os exploradores tinham o campo mais tosco, não tinham grande habilidade para os nós e grande parte das construções caíram por terra antes de acabar a actividade, acabaram por comer no chão em cima de panos de tenda, houve até tendas que voaram! Os pioneiros, bem esses tinham um campo espantoso, tendas elevadas e mesas cavadas no chão. Parecia aquelas aldeias dos homens pré-históricos que se elevavam dos lagos. Montes de escadas e vários andares. No primeiro andar tinha a cozinha, no segundo a sala de estar como eles lhe chamavam e por fim no terceiro andar tinham as tendas. Apesar da cozinha elevada insistiram em fazer as mesas no chão, portanto cavaram no chão mesas e puseram panos de tenda para não temperarem a comida com pó. Quanto ao campo dos caminheiros, bem esses não construíram nem cozinha nem mesas, o campo limita-se a uma tenda e panos de tenda para eles se sentarem a comer e a falar. Quase nunca estão no campo deles, estão sempre a ajudar nos outros campos portanto não construíram grandes coisas.
No meio do campo encontrava-se uma arena, onde foi o momento mais importante da actividade, as promessas. A minha promessa de lobito




Mena Lopes

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cheirinho a Verão

Empoleirada no parapeito da janela de havainas calçadas e com os shorts pois está abafado demais para umas calças!
O vento que está é agradável e ajusta o tempo abafado.
Pernas cruzadas, caneta na mão ao som de Mu e a escrever postais para amanhã, em mais um dia de sol, ir metê-los aos correios para percorrem o Atlântico e a Europa.

domingo, 3 de abril de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011


Feliz da vida com a nova banda sonora da minha Primavera

video

Our Deepest Fear



Our deepest fear is not that we are inadequate.
Our deepest fear
is that we are powerful beyond measure.
It is our light, not our darkness,
that most frightens us.
We ask ourselves, who am I to be brilliant, gorgeous,
talented and fabulous?
Actually who are we not to be?
You are a child of God.
Your playing small doesn't serve the world.
There is nothing enlightened about shrinking
so that other people
won't feel insecure around you.
We are all meant to shine as children do.
We were born to make manifest
the glory of God that is within us.
It's not just in some of us; it's in everyone.
And when we let our own light shine,
we unconsciously give other people
permission to do the same.
As we are liberated from our own fear,
our presence automatically liberates others.

- Marianne Williamson

Postal n.º 58, 59 e 60